bem vindos!



26 dezembro 2009

O Valor do Auxílio



O valor do auxílio não está na intenção do pedinte, mas na intenção do doador. Quem trabalha no bem deve dar sem olhar a quem. Ante a Vida Maior, como ensina Albino Teixeira, o que vale é o que fazemos em favor do bem. Se os que nos procuram trazem o coração envenenado, a mente cheia de suspeitas injustas e o ardil nos lábios, é evidente que são os mais necessitados. Pois pode haver maior necessidade do que aquela que ignora a si mesma?

Se os Espíritos Superiores não advertem o médium quanto as más intenções do consulente, é porque este deve ser socorrido e o médium precisa aprender a auxiliar até mesmo quando enganado.

O resultado das boas ações é computado pela evolução. O galhofeiro de hoje evoluirá amanhã e acabará por envergonhar-se de si próprio.

Precisamos considerar que a Terra é ainda um reduto da ignorância. O consulente ardiloso ignora a extensão da sua maldade. Tanto assim que busca a verdade através da mentira. Não compreende a importância do ato mediúnico e por isso não pode avaliar o que faz. Age inconscientemente no uso da própria consciência. Pode haver maior alienação do que essa? O médium, pelo contrário, está na plena posse da sua consciência voltada para o bem. Pode haver maior integridade moral no comportamento humano?

Que importa se o consulente alardear que enganou o médium? Acaso o médium não é uma criatura humana e, portanto, falível? Quer o médium gozar da infalibilidade, quer ter algum privilegio na sua condição humana? Mediunidade a serviço do bem é aprendizado como qualquer outro. Se o médium se sentisse infalível, estaria à beira da falência. É melhor falir entre os homens ou perante os homens, por amor, do que falir ante a Espiritualidade Superior por vaidade e orgulho.

A obra mediúnica sincera e nobre não é afetada por alguns episódios de prova. Os benefícios semeados através do trabalho digno não são depreciados pela maledicência e a ignorância. Os que receberam o bem de que necessitavam saberão multiplicá-lo ao seu redor. Porque grande é o clamor dos que sofrem e mesquinho o esgar dos zombeteiros. Prosseguir no bom combate, à maneira de Paulo, é o dever de todos os médiuns a serviço do bem.



por Irmão Saulo - Do livro: Diálogo dos Vivos, Médium: Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires

21 dezembro 2009

Ante os que partiram


A descrença na sobrevivência da alma é a maior fonte de desespero e desequilíbrio para quem ainda ficou na matéria. Mesmo crendo vagamente na existência da vida após a morte, as dúvidas contribuem para o agravamento da dor da separação.
Costuma-se dizer: "- Mas ninguém voltou de lá para confirmar se existe vida depois da vida!" Ora, existem inúmeras provas da continuidade das existências, para quem realmente deseja ver, através da mediunidade de abnegados e idôneos médiuns: Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Raul Teixeira, só para citar os mais conhecidos e contemporâneos; a Terapia de Vivências Passadas (TVP) está aí para dar o atestado científico. A partir das informações recebidas através da mediunidade e da TVP, foram feitas pesquisas aprofundadas sobre dados, locais, nomes surgidos nas sessões mediúnicas e nas terapêuticas comprovando-se a realidade dos fatos, especialmente quando o médium ou o paciente não teve acesso prévio às informações fornecidas.
A certeza de que todos continuam vivos conforta e atenua a dor pois, sabendo ser a morte somente a mudança do estado físico para o espiritual pleno, confiamos que um dia nos reencontraremos com o ente querido.
Ante os que partiram, é oportuno saber:
1) Devemos aceitar resignadamente a separação. Ela não é definitiva, nem absoluta;
2) Com exceção do suicida e do negligente, ninguém parte antes da hora. Se o desenlace acontece na infância ou na juventude, este era o tempo necessário para este espírito nesta encarnação;
3) Na espiritualidade, os nossos amados rogam pelas boas lembranças, recordações de amor e carinho, jamais pelo desespero. A dor incontrolável, a angústia desmedida, a falta de fé e confiança podem abalar quem necessita de conforto na nova morada na espiritualidade;
4) As visitas periódicas ao cemitério poderão, ao invés de ajudar, perturbar o desencarnado. Lá se encontra somente o corpo material em estágio de decomposição; o espírito vive liberto na dimensão espiritual. As lembranças constantes das circunstâncias da morte poderão lhe trazer desequilíbrio e tristeza desnecessários;
5) Os valores gastos com velas, flores, coroas não beneficiam o espírito. Poderão ser mais bem utilizados suavizando as dificuldades alheias, fazendo a caridade em seu nome. É a lembrança que lhe é agradável;
6) Não deve haver apego a objetos de uso pessoal. Doar roupas, calçados e pertences a quem necessita é como uma prece em benefício do desencarnado;
7) A prece é a melhor maneira de ajudá-lo. Não é necessário estar em local específico, nem de aparatos ou rituais especiais. Com a oração pura e simples, feita com o coração, estabelece-se uma corrente fluídica de auxilio e conforto tanto para quem fica como para quem parte, encorajando-se mutuamente no enfrentamento desta nova situação.
A morte do corpo é o único fato certo para quem está reencarnado. Encará-la com naturalidade e serenidade será benéfico para todos. A saudade é natural e dolorosa, mas não deverá se transformar em fator de desequilíbrio. A confiança em Deus, na sua infinita bondade e justiça, dá-nos a certeza de que nada acontece por acaso e tudo ocorre com a Sua permissão.
"Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem e a lembrança que deles guardais os enche de alegria(...)".

Sanson, em o Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, item 21, cap.5
Luis Roberto Scholl

Do livro "Momentos com Chico Xavier"


Saudades de Jesus

Estávamos na residência do Chico.
Seu estado de saúde não lhe permitia deslocar-se até o Centro.
A multidão se comprimia lá na rua em frente.
Quando o portão se abriu, a fila de pessoas tinha alguns quarteirões.
Foram passando uma a uma em frente ao Chico.
Pessoas de todas as idades, de todas as condições sociais e dos mais distantes lugares do País.
Algumas diziam:
- Eu só queria tocá-lo...
- Meu maior sonho era conhecê-lo...
- Só queria ouvir sua voz e apertar sua mão.
Uns queriam notícias de familiares desencarnados, espantar uma idéia de suicídio. Outros nada diziam, nada pediam, só conseguiam chorar.
Com uma simples palavra do Chico, seus semblantes se transfiguravam, saíam sorridentes.
Ao ver as pessoas ansiosas para tocá-lo, a interminável fila, a maneira como ele atendia a todos fiquei pensando:
"Meu Deus, a aura do Chico é tão boa, seu magnetismo é tão grande, que parece que pulveriza nossas dores e ameniza nossas ansiedades".
De repente, ele se volta para mim e diz:
- Comove-me a bondade de nossa gente em vir visitar-me.
- Não tenho mais nada para dar.
- Estou quase morto.
- Por que você acha que eles vêm?
Perguntou-me e ficou esperando a resposta.
Aí, pensei:
-Meu Deus, frente a um homem desses, a gente não pode mentir nem dizer qualquer coisa que possa vir ofender a sua humildade (embora ele sempre diga que nunca se considerou humilde).
Comecei então a pensar que quando Jesus esteve conosco, onde quer que aparecesse, a multidão o cercava. Eram pessoas de todas as idades, de todas as classes sociais e dos mais distantes lugares.
Muitos iam esperá-lo nas estradas, nas aldeias ou nas casas onde Ele se hospedava.
Onde quer que aparecesse, uma multidão o cercava.
Tanto que Pedro lhe disse certa vez: "Bem vês que a multidão te comprime".
Zaqueu chegou a subir numa árvore somente para vê-lo, ver, tocar, ouvir, era só o que queriam as pessoas.
Tudo isso passou pela minha cabeça com a rapidez de um relâmpago.
E como ele continuava olhando para mim esperando a resposta, animei-me a dizer:
- Chico, acho que eles estão com saudades de Jesus.
Palavras tiradas do fundo do meu coração, penso que elas não ofenderam sua modéstia.
A multidão continuou desfilando.
Todos lhe beijavam a mão e ele beijava a mão de todos.
Lá pelas tantas da noite, quando a fila havia diminuído sensivelmente, percebi que seus lábios estavam sangrando. Ele havia beijado a mão de centena de pessoas.
Fiquei com tanta pena daquele homem, nos seus oitenta e oito anos, mais de setenta dedicados ao atendimento de pessoas, que me atrevi a lhe perguntar:
- Por que você beija a mão deles?
A humildade de sua resposta continuará emocionando-me sempre:
- Porque não posso me curvar para beijar-lhes os pés.

Do livro
"Momentos com Chico Xavier"
Adelino da Silveira.

Não Estrague o Seu Dia




Não Estrague o Seu Dia


A sua irritação não solucionará problema algum.



As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.



Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.



O seu mau humor não modifica a vida.



A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.



A sua tristeza não iluminará os caminhos.



O seu desânimo não edificará a ninguém.



As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.



As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.



Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 3 edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB.


12 dezembro 2009

Agora, não depois




Nem cedo, nem tarde.
O presente é hoje.
O passado está no arquivo.
O futuro é uma indagação.
Faze hoje mesmo o bem a que te determinaste.
Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora.

Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procura sanar essa falha sem delongas.

Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao esquecimento.

Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço para trazê-lo à realização.

Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando sombras no coração.

Auxilia aos outros, enquanto os dias te favorecem.

Faze o bem agora, pois, na maioria dos casos, “depois” significa “fora de tempo”, ou tarde demais.



Emmanuel - (Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro Hora Certa - Edição GEEM)


Esmola e Caridade



Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados.

Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada.

Exemplos? Eis alguns:

Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.

Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto disprezivo de quem se julgue superior a nós.

Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.

Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentâneamente surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse com expressões irônicas ou zombeteiras.

Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.

Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.

Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhassemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo o de o levar a efeito.

Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.

Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.

Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranquilidade e bom humor.

Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estimulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.

Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.

Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos, não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.

Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.

Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.

Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.

Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.

Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.

E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.

Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.

Porquê?

É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.

Nós traímos, empregamos a violência, tratamos ou outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo, via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.

Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!

Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidas de espírito de renúncia para praticá-la.

Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque "a caridade é o cumprimento da Lei."

* * *

Calligaris, Rodolfo. Da obra: As Leis morais.
8a edição. Rio de Janeiro, RJ:FEB, 1998.

05 dezembro 2009

O SOCORRO



Talvez que não tenhas percebido ainda como age o Socorro Divino, em benefício de todos os homens...

Antes que enveredasses pelo atalho da invigilância, comprometendo a própria paz, uma voz amiga, parecendo emergir da consciência, te aconselhou a revisar as decisões tomadas...

Antes que optasses pela reação violenta, em face desse ou daquele problema inesperado em família, ouvistes dos lábios de alguém palavras que te concitaram ao perdão e à calma...

Antes que o desespero se avolumasse em tua alma, induzindo-te a atitudes insensatas, veio ter às tuas mãos, sem que possas precisar como, significativa página de luz conclamando-te à sintonia com as Esferas Mais altas pela oração...

Assim como existe na Terra a chamada medicina profilática, evitando danos mais graves para o corpo, há igualmente nos Céus remédio e proteção para todos os males, antes mesmo que eles possam se instalar em definitivo sobre os teus passos.

Quando te sentires ameaçado em tua tranqüilidade, não desesperes nem te precipites, porquanto o socorro de Deus, para quem crê e confia, chega sempre em primeiro lugar.



pelo Espírito Irmão José - Do livro: Juntos Venceremos - Médium: Francisco Cândido Xavier - Autores Diversos.

CREDO DA JUVENTUDE ESPÍRITA CRISTÃ





Cremos que Deus é o Nosso Pai de Infinita Perfeição, a cuja sabedoria não

escapa o número de nossos cabelos e cuja bondade não

é indiferente à queda de um passarinho.

Cremos que Jesus é nosso Divino Mestre e que o

Evangelho é a Lei de Amor e Trabalho, pela qual devemos

orientar a experiência de cada dia.

Cremos que a existência na Terra é divino aprendizado, em

que grupos e pessoas se conservam no lugar que lhes é

próprio, com obrigações de melhoria e respeito mútuo.

Cremos em nossa destinação para o bem, ainda mesmo

quando o mal nos envolva em sua rede sombria.

Cremos no direito natural de todas as

ao trabalho digno.

Cremos que a boa vontade, no esforço mais nobre que posamos desenvolver, é o primeiro passo em nossa jornada de elevação.

Cremos que o homem pode converter-se em instrumento

de forças do bem ou do mal que elege por bússola

da própria existência.

Cremos na justiça harmoniosa e permanente que

retribui a cada um de acordo com as próprias obras, na carne ou na morte,

agora ou depois, aqui ou além.

Cremos que o tempo é um empréstimo sagrado do Senhor para que,

amparados no conselho dos homens respeitáveis que nos antecederam,

possamos semear a fraternidade e a paz com todos, através da

tarefa que fomos chamados a desempenhar aperfeiçoando

assim, as nossas tendências e qualidades na direção

da vida superior.

Cremos na proteção dos Mensageiros Celestes que

sustentam o progresso no mundo, sob o patrocínio de Jesus Cristo,

e acreditando em nossa capacidade individual de cooperar

com eles, dentro da liberdade construtiva, na sementeira de

amor e de felicidade, da educação e do aprimoramento, em

favor dos outros e de nós mesmos, cabendo-nos o dever

de servir, sem exigência ou indisciplina, pela vitória final

do bem, hoje e sempre.



pelo Espírito Nina Aroeira - Do livro: Doutrina e Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier.

CONTAR AS BENÇÃOS



Processo simples de preservar a própria tranquilidade será trazer, junto à memória um coração reconhecido.

Enquanto na Terra – plano de experiências renovadoras – são vários os momentos em que o espírito de gratidão é capaz de sofrear-nos quaisquer impulsos à rebeldia.

Determinada enfermidade terá chegado ao teu campo de ação. Recorda quantos dias terás usufruído relativa saúde física e compreenderás que a paciência se te faz obrigação.

Certo desarranjo em máquina de teu uso haverá surgido, impedindo-lhe o funcionamento.
Pergunta a ti mesmo quantas vezes esse engenho já te serviu pontualmente e saberás restaurá-lo com a serenidade conveniente.

Um companheiro terá saído de teu clima afetivo, ao encontro de lições das quais se considera necessitado.

Conta as bênçãos que recebeste no convívio de semelhante criatura e descobrirás na própria alma a compreensão que te livrará de queixas indébitas, aprendendo a abençoá-la em seus novos caminhos.

Tribulações te apareceram. Observa o tempo que atravessaste no mundo sem maiores percalços e disporás da calma precisa para solucionar os problemas transitórios que te ensombrem os dias.

Perdeste talvez um ente amado que se te ausentou da presença para a Grande Mudança, a que todo ser humano está submetido pela força da morte física..

Lembra-te do carinho e da alegria que essa pessoa te proporcionou, no curso da existência e, sem dúvida, chorarás sem blasfêmia e sem desespero, em vista do reconhecimento a que não te podes negar, refletindo no tesouro de amor com que essa afeição te enriqueceu a vida.

Contar as bençãos de que se dispõe é a melhor medida para que se anote a estreiteza de qualquer provação.

Aprendamos a guardar para com Deus um coração agradecido e em Deus obteremos sempre a paz necessária, a fim de vencermos as mais rudes provas.

Mensagem do livro
URGÊNCIA
Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

O significado das doenças





Segundo a psicóloga Americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos
são criadas por nós. Afirma ela, que somos 100% responsáveis por tudo de
ruim que acontece no nosso organismo.

Todas as doenças têm origem num estado de não-perdão, diz a psicóloga
Americana Louise L. Hay.

Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos
perdoar.

Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos
perdoar mais.

Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um
espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.
A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas
prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise. Reflita, vale a pena
tentar evitá-las:

DOENÇAS/CAUSAS:

AMIDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de auto-valorização.
DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente. Pessoas
que procuram se apoiar nos outros.
ENXAQUECA: Raiva reprimida.. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro(a).
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança.. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima.. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas.. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo.. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Curioso não?

Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos. ..
Principalmente daqueles, que escondemos de nós mesmos.

Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma'.


Remédios indicados: Auto-estima, Perdão, Amor


'De todos os homens que conheço o mais sensato é o meu alfaiate.

Cada vez que vou a ele, toma novamente as minhas medidas.

Quanto aos outros, tomam a medida apenas uma vez e pensam que seu
julgamento é sempre do meu tamanho'

George Bernard Shaw

REEDUCAÇÃO














A reeducação dos hábitos alimentares através de dietas constitui importante medida para a saúde física.


Mas, se você também almeja o vigor espiritual, aprenda a reeducar-se por dentro.

Elimine o vinagre do ressentimento;
Corte a acidez da maledicência;
Abstenha-se do fel do rancor.
Tente, ao menos, evitar o palavreado picante e os pensamentos tóxicos, a fim de manter o mínimo de equilíbrio espiritual.

Nesse programa de reeducação, busque a vitamina da caridade, alimente-se de amor pelo semelhante, e beba à vontade a água viva do Evangelho.

Assim, poderá experimentar, cada vez mais, o bem-estar interior, resultante da saúde integral.

SCHEILLA

Médium: Clayton B. Levy, do livro “NOVAS MENSAGENS DE SCHEILLA PARA VOCÊ” – Edição CEAK

15 novembro 2009

Mães extraordinárias



O jovem andava pela rua quando deparou com um homem caído.

Inexperiente, mas com enorme coração, chamou um táxi, colocou nele o homem e pediu para rumar ao hospital.

Ao chegar lá, descobriu que não tinha dinheiro para pagar a corrida.

O taxista lhe disse:

Quem é este homem que você vem trazendo ao hospital?

Não sei, respondeu o moço. Encontrei-o caído na rua e pensei em dar socorro.

Bom, respondeu o profissional, se você pode ajudar a quem não conhece, eu também posso. A corrida fica por minha conta.

O homem, ainda inconsciente, foi colocado em uma maca. Mas aí, os problemas começaram.

O moço não sabia o nome dele, nem endereço, nem se tinha plano de saúde. Nada.

Afinal, como disse à recepcionista, eu não mexi nos bolsos dele. Só pensei em socorrer.

Bom, se ele não é seu parente, não é seu conhecido, quem vai se responsabilizar pelos custos do atendimento que for necessário?

Não sei, falou o rapaz. Eu não tenho condições. Só sei que ele precisa de atendimento. Não pode ficar aí, sem que ninguém o socorra.

A questão era simples, segundo a moça. Ele devia depositar um valor em caução e o restante poderia ser ajustado, mais tarde.

Enquanto tentava explicar que não tinha dinheiro, e quase suplicava para que o seu socorrido fosse atendido, um médico adentrou o hospital.

Fale com ele, disse a moça. É o diretor. Se ele autorizar...

E assim foi. Ciente do que estava acontecendo, o médico de imediato diligenciou para que o homem adentrasse o hospital e passasse a receber atendimento.

Na seqüência, pediu ao jovem que fosse ao seu escritório.

Quando o rapaz entrou na sala, encantou-se com um quadro, em tamanho natural, de uma senhora, de olhos expressivos, belíssima.

Quem é? - perguntou.

O diretor, sentando-se, contou: Minha mãe. Ela era uma mulher pobre. Lavando e passando roupa, conseguiu que eu me tornasse médico.

Ela já morreu. Mas conseguiu o seu propósito: formei-me em Medicina e como vê, hoje sou o Diretor Geral deste grande hospital.

Quem diria... O pobre filho de uma lavadeira. Mas essa mulher extraordinária, não somente conseguiu que eu alcançasse o diploma.

Ela me deu lições de sabedoria e de vida. No dia em que me formei, ela me recomendou:

"Filho, faça o bem quanto possa. Use o seu saber, como médico, para salvar vidas."

Por isso, meu jovem, quem chega neste hospital, é atendido, como está sendo aquele homem que você recolheu na rua.

Depois veremos se ele tem ou não dinheiro para pagar.

Em memória de minha mãe, dessa mulher excepcional que tanto trabalhou para que eu me tornasse médico, jamais deixarei que alguém morra à porta de meu hospital.

Atendo e atenderei sempre, da melhor forma possível, pagantes e não pagantes. Não poderia deixar de atender a um pedido de minha mãe.

Toda mãe é uma educadora. Algumas lecionam matérias para o dia a dia dos seus filhos. Ensinam a se portar, mandam o filho para escola, alimentam-no. Outras, e são essas as mães extraordinárias, renunciam a tudo pelo bem dos seus rebentos.

Transmitem lições para a vida imperecível. Não pensam somente no bem-estar físico dos filhos. Vão além. Trabalham e estabelecem lições para a vida do Espírito.

Elas desejam que seus filhos sejam felizes agora, no hoje, na Terra, e no Além, quando abandonarem o casulo carnal.

Essas mães... Essas mães são mesmo extraordinárias.


(Redação do Momento Espírita, com base em fato real, ocorrido na juventude de Divaldo Pereira Franco. )

25 outubro 2009

pensamento Espírita


"Toda vez que as circunstâncias te induzam a ouvir as verdades do Evangelho, não penses que o acaso esteja presidindo a semelhantes eventos. Forças divinas estarão agindo a fim de que te informes quanto ao teu próprio caminho."

Fonte: Chico Xavier

14 outubro 2009

Aflição Vazia


Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.

Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço.

No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. De nossa parte, é justo colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva.

Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência tranqüila.

Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade necessária...

Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a eclosão, de vez que a idéia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem, necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado.

Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez, inadvertidamente, reservamos à aflição vazia.

Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas, entre as necessidade do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do caminho. E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Encontro marcado.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

04 outubro 2009

Matéria sobre espiritismo na revista Galileu


A capa escolhida para Galileu foi esta e a matéria é a seguinte:

A nova era do espiritismo

Novas influências estão reinventando a doutrina no Brasil. Mas será que o fruto dessa metamorfose ainda pode carregar o nome da corrente criada por Allan Kardec há 150 anos?


Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Galileu de dezembro/2008.
Ritual em São Paulo mistura espiritismo, esoterismo e a figura de Jesus ao som de axé music

O espiritismo voltou às manchetes com força em 2008, graças ao sucesso do filme "Bezerra de Menezes - Diário de um Espírito". Por meio dele, quase 500 mil brasileiros relembraram (ou conheceram) a história do chamado "Kardec brasileiro", médium e maior nome da doutrina no País no final do século 19. Esse instantâneo histórico, que narra a consolidação dos fundamentos do espiritismo por aqui, serve de contraponto para uma tendência que gera polêmica: a mistura do espiritismo com outras correntes filosóficas e a medicina holística, que trabalha corpo e mente simultaneamente. Enquanto, segundo o IBGE, 2,4 milhões de brasileiros declaram-se espíritas, outros cerca de 30 milhões - de acordo com estimativas da Federação Espírita Brasileira - simpatizam com as idéias da doutrina. E os últimos, cada vez mais, estão misturando correntes de pensamento orientais (como hinduísmo, ioga e tai-chi-chuan), terapias energéticas ou a força do pensamento positivo em seus rituais e práticas. A questão que fica é: o espiritismo irá incorporar essas influências ou os tradicionalistas acabarão mantendo as coisas separadas?

Criada há 150 anos pelo professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou Allan Kardec (1804-1869), a doutrina espírita surgiu graças à curiosidade e ao fascínio pela possibilidade de comunicação com os mortos. Quando chegou ao Brasil, anos depois, o espiritismo encontrou terreno fértil. O sincretismo da mistura entre europeus e africanos acabou impulsionando o movimento. Quem já havia visto um pai-de-santo incorporado em um terreiro não tinha muita dificuldade para crer no depoimento de um médium.

Para a bióloga Marilda Machini, a mediunidade ajuda a resolver conflitos psicológicos

Hoje, quem entra em um centro espírita no Brasil encontra uma mistura de hospital espiritual e centro de estudos. Ali, os tratamentos se resumem ao atendimento com passes (em que o médium repassa ao atendido a energia dos espíritos e a sua), à ingestão de água fluidificada (na qual fluidos medicamentosos são adicionados por espíritos desencarnados), e às desobsessões (nas quais o médium incorpora espíritos que interferem na vida de alguém). Além disso, há centros onde outras manifestações, como a psicografia, são presenciadas. Quem quiser pode desenvolver sua própria mediunidade. Todos os atendimentos são de graça e tudo é embalado pela divulgação dos livros de Kardec e de autores como Chico Xavier, segundo recomendações da Federação Espírita Brasileira.


http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG85322-7855-209,00-A+NOVA+ERA+DO+ESPIRITISMO.html


02 outubro 2009

Gravações do filme sobre a vida de Chico Xavier tiveram casos de arrepiar

Patricia de Paula, Expresso

Cena do filme sobre a vida de Chico Xavier - Foto: Divulgação/ Ique Esteves

As gravações do filme sobre a vida do médium Chico Xavier foram marcadas por vários casos que, certamente, são uma história a parte. As filmagens tiveram uma uma atriz vendo o médium, figurante incorporando um espírito e outros mistérios, como a chuva que parava misteriosamente a cada novo dia de gravação. Nelson Xavier, ator que interpreta o papel principal, conta que sua ligação com Chico foi muito além do sobrenome igual.

- Eu senti a presença dele o tempo todo. Foi o único

personagem que eu pedi para fazer e, hoje, acredito em tudo o que ele disse e viveu. Cada vez que penso nele me comovo - disse Nelson, se emocionando novamente.

O ator lembra que, há muitos anos, estava num churrasco quando um rapaz sentou ao seu lado e perguntou se eu ia fazer o papel do espírita.

- Eu disse que não. Aí ele me respondeu que um passarinho havia dito isso para ele e que ele era espírita. Esse foi um dos sinais mais significativos para mim - diz Nelson, que acredita que Chico o escolheu: - Ele me acompanhou durante todo o percurso.

Segundo a atriz Renata Imbriani, que participou das filmagens, Chico realmente estava perto de Nelson. Ela, que é kardecista, conta que viu o espírito do médium durante uma gravação.

- Estava aguardando a minha vez de entrar em cena e o Nelson estava gravando. De repente, vi uma porta entreaberta de onde saiu uma luz muito grande. Era o Chico. Ele apoiou o braço direito do Nelson e ficou todo o tempo energizando ele. O incrível é que, quando ele toca o Nelson ele fica até com a fisionomia igual a do Chico - conta Renata que interpreta uma mulher que perdeu o filho.

Segundo a atriz Rosi Campos, o clima das filmagens foi marcado por uma emoção que parecia estar à flor da pele.

- Todos que estavam no filme queriam muito estar lá. isso criou um clima muito especial nas filmagens. Você se apaixona pela pessoa que ele foi. Foi muito emocionante.

O filme deve ser lançado em 2 de abril de 2010, quando o Chico faria 100 anos.

Emoção no jardim de Chico:

No último dia das gravações, Nelson Xavier teve uma crise de choro. Depois, foi para o jardim, sentou num banco e, talvez sem saber, faz o que Chico costumava fazer ali mesmo: apóia as mãos sobre as pernas e olha para o céu. "Essa cena foi emocionante. Era o jardim dele, as rosas dele".

Até o tempo deu uma forcinha

Em Uberaba fazia um frio horrível e o diretor Daniel Filho disse para ninguém se preocupar porque no dia seguinte faria sol. Não deu outra. Fenômeno parecido aconteceu em São Paulo, quando chovia muito forte em toda a cidade. Só não caiu um pingo no local da filmagem.

Visita inesperada em reunião espírita:

Segundo o diretor, teve uma filmagem de uma reunião espírita, em que, de repente uma senhora recebeu uma entidade. "Paramos a filmagem e esperamos a senhora se recompor".

Pomba branca mostra o caminho:

A atriz Renata Imbriani conta que, antes de sair para gravar começou a rezar pedindo proteção. De repente, uma pomba branca entrou na casa e parou bem na frente dela. "Ela só foi embora quando eu saí. Pensei: estou no caminho certo. O tempo inteiro senti uma energia muito forte e tranquilizadora".

http://extra.globo.com/lazer/materias/2009/09/27/gravacoes-do-filme-sobre-vida-de-chico-xavier-tiveram-casos-de-arrepiar-767800542.asp

08 setembro 2009

A Doutrina Espírita


"A Doutrina espírita não possui dogmas ou doutrinador,porque seu principal ensinamento é que você doutrine sua vida,os seus pensamentos e suas ações.Ela prova que somos seres libertos,individuais e não podemos nos responsabilizar pelas ações ou pensamentos dos demais,através de induções.Por isso,a Doutrina Espírita não possui dono ou sacerdotes,quando isso ocorrer,deixará de ser a Doutrina Espírita."

-do Livro: "O Retorno"(Eliana Machado Coelho)
-pelo Espírito de shellida

06 setembro 2009

Cansaço


'Cansaço é a maior riqueza que posso ter diante da pobreza que muitos experimentam na paralisia física e mental."

-do livro:"O Retorno" (Eliana machado Coelho)
-pelo Espírito de Shellida

03 setembro 2009

Aperoveite o dia de hoje!!


"Não espere ser amado para amar.
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar.
Não espere ter muito para compartilhar um pouco. não espere a queda pra se lembrar do conselho. Não espere a dor para acreditar na oração.
Não espere ter tempo para poder servir.
Não espere a magoa do outro, para pedir perdão.
Não espere a separação para se reconciliar.
Não espere ficar sozinha pra reconhecer o valor de um amigo.
Não espere pois você não sabe quanto tempo tem."

Bons Pensamentos


"Se não nos recompomos em pensamentos firmes,o excesso de vibrações inferiores podem nos atordoar e num instante de invigilância,nós nos conduziremos aos erros.Procure desejar o bem a todos que se julgam seus inimigos.Assim atrirá para junto de si,fluídos benéficos que serão direcionados à criatura indicada e serão um bálsamo que dissolverá as vibrações que lhes enviam.Você proporcionará o benefício de outros e o seu também."

-do livro:"O Retorno" (Eliana Machado Coelho)
-pelo Espírito de Shellida

Livre-arbítrio


"às vezes,o livre arbítrio de alguém não é bem utilizado.mas quem somos nós pra julgar?Porém,quando suportamos com resignação as provas que não necessitamos,temos acréscimos e evoluímos.Por isso não cultive um sentimento de revolta nem acrediteem injustiça de Deus.Não pense em vingança nem cobre uma providência imediata.Deus é sábio e não nos cabe julgar."

-do livro;"O Retorno" (Eliana Machado Coelho)
-pelo Espírito de Shellida

01 setembro 2009


"Lembremos que,damos o que possuímos,e a nós é proposto o que merecemos.Aceitar ou não,é nossa decisão.
Somos como uma árvore e proporcionamos resultados à medida das nossas condições,ou seja,oferecemos o fruto bom ou mau,conforme o que nos empenhamos a produzir.
Se observamos contra nós ingratidões,injúrias,injustiças,estaremos recebendo o retorno de tudo o que geramos e causamos um dia.
o O Pai Celeste nos criou para a eternidade.Criou-nos iguais e perfeitos.Temos o direito de agirmos como quisermos,porém,obrigatoriamente,iremos receber de volta todas as vibrações que exteriorizamos.


Do Livro:"O retorno" (Eliana Machado Coelho)
Pelo espírito de Shellida

"Os elementos protetores do nosso trabalho,da nossa saúde,da nossa mente,de nós espíritos criados para a eternidade,são os nossos pensamentos"

do livro:"O Retorno" (Eliana Machado Coelho)
Pelo Espírito de Shellida

23 agosto 2009

No Recinto Doméstico


Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa.
Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.
Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.
Aprenda a servir-se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.
Colabore na solução do problema que surja, sem alterar-se na queixa.
A sós ou em grupo, tome a sua refeição sem alarme.
Converse edificando a harmonia.
É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.
Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão somente uma palavra calmante para ser resolvido?
Abstenha-se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes.
Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.
Procure algum detalhe caseiro para louvar o trabalho e o carinho daqueles que lhe compartilham a existência.
Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.
Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a tranqüilidade dos outros.


"A seara é imensa e os trabalhadores poucos."



Livro: Sinal Verde - 4 (Psicografia: Francisco Cândido Xavier)
Pelo Espírito de André Luiz

02 agosto 2009

O Homem de bem


"O conjunto de qualidades de alto valor compõe o homem de bem.Essas qualidades são o que agrada a Deus.Mas vale ressaltar que o homem de bem não é somente o que tem fé em Deus,no futuro e coloca os bens espirituais acima dos bens temporais,possui o sentimento de caridade e amor.É bom ,justo e benevolente para com todos sem distinção.Homem de bem é,principalmente,aquele que se esforça,a cada dia,para possuir essas qualidades durante o caminho e interroga sua própria consciência sobre seus próprios atos,sobre suas violações,suas práticas no mal e no bem.
Essa vigilância constante exibe a fé de alguém no Criador e também mostra o desejo sincero dessa criatura a fim de evoluir.
O homem de bem aceita o que Deus lhe oferece,sem queixas.Libertando-se das amarras quando não se prende ao medo do desconhecido e busca se esclarecer.
O mundo hoje é tão carente de socorro ao infortúnio quanto de socorro à ignorância,que escraviza e faz sofrer bem mais do que qualquer calamidade que o assole."

-do livro:"O Retorno" (Eliana Machado Coelho)
-pelo espírito de Schellida

29 junho 2009

Fazer e Não Fazer

Você informa que muitas vezes se demora atônito sem saber o rumo que tomar, quando convidado a definições.

Programe, porém, sua paz através do tempo, - não a improvise.

Seja imparcial, - não indiferente.

Exponha suas convicções, - não as imponha.

Conserve a atitude humilde, - não receosa.

Refira-se à verdade, - não a transformando em instrumento de dor para o próximo.

Procure ajudar, - não apenas agradar.

Não condicione a sua afeição, - oferte-a.

Não reaja pela ira, - atue pelo amor.

Não invista num só golpe toda a sua confiança, - aplique-a a pouco e pouco.

Não reduza sua capacidade de amar ante o desalento, - ame duplicadamente a quem o não entender.

Para qualquer situação, há pequeninas regras que ajudam bem a viver.

Desde que você se imponha à tônica de instruir, amar, servir e passar adiante, sem a preocupação de colimar todos os objetivos, dando a cada um o direito de ser como é, porém, em relação à própria conduta, conforme ensinou Allan Kardec, busque ser hoje melhor do que ontem e amanhã tente ser melhor do que hoje.

Do livro Momentos de Decisão.
Divaldo Franco pelo Espírito Marco Prisco.

Reflexão sobre a auto-piedade

A auto-piedade é uma doença grave e muitas vezes não apresenta sintomas. Reflita sobre isto.

autopiedadeA auto-piedade é um alimento venenoso, uma espécie de erva daninha que intoxica por completo o espírito, dificulta as relações e promove medo, desconfiança, solidão e melancolia. É filha do egoísmo e da lamentação, afilhada do orgulho e irmã da necessidade de aprovação e da necessidade de atenção especial.O auto-piedoso teme o futuro e lamenta-se do passado, reclama do que não tem, não percebe a vida e não vive o hoje. Faz-se vítima, a pior possível, até se tornar único em seu sofrimento. Também tem o hábito de responsabilizar os outros pela sua dor, justificando seu estado, alimentando-se e escondendo-se no sofrimento. Quando plenamente tomado por esta toxina, e por não mais suportá-la, passa a distribui-la gratuitamente às pessoas que mais ama, através do pessimismo e do derrotismo, e às vezes, da vingança.
É bom estar atento, pois este sentimento pode tomar posse de qualquer um. É democrático, não tendo preferência por idade, sexo ou raça e geralmente vai surgindo devagarinho, tomando conta da gente, expulsando a alegria de viver e podendo durar muito. Os sintomas podem estar relacionados à necessidade de atenção especial, ao dar exclusivamente para receber, ao querer aprovação alheia e à exigência exercida sobre os pensamentos, comportamentos e sentimentos dos outros.

A desintoxicação da auto-piedade pode ser facilitada através de doses diárias de princípios espirituais, como humildade, honestidade e coragem para se permitir um auto-conhecimento e buscar seus valores mais genuínos de auto-respeito e amor próprio, pois a vida espiritual está “Lá Dentro De Cada Um” e se reflete no “Lá Fora De Todos Nós”. O “Lá Dentro” é a casa do nosso espírito. Podemos estar sozinhos e em paz, o que é bom e saudável, mas se ela for invadida pela sombra de sentimentos como auto-piedade, o estar sozinho vira solidão e a paz, vira angústia e o “Lá Fora” torna-se ingovernável.



Elias Azevedo -

22 junho 2009

O Difícil caminho das drogas


Autor: Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho Espírito: Rosângela
ISBN:
Editora: Petit

sinopse

Atualmente assuntos ligados ao consumo de drogas têm ocupado espaço cada vez maior em artigos de revistas, jornais e noticiários de televisão, um tema atual que vêm preocupando toda a sociedade e que diz respeito a todos nós. Vera Lucia Marinzeck de Carvalho, autora de vários livros espíritas de sucesso editados pela Petit, juntamente com o espírito Rosângela, aborda em O Difícil Caminho das Drogas esse assunto tão delicado, de maneira esclarecedora e séria. Uma obra inovadora que nos mostra uma realidade até hoje desconhecida e nunca abordada por nenhum outro livro.

O leitor poderá refletir sobre esse problema social em que todos somos afetados porque a droga está mais perto do que imaginamos, poderá também passar esses conhecimentos a outras pessoas e quem sabe até ajudar alguém que esteja precisando, elucidando o mal causado pelo consumo de drogas no espírito e no corpo. Importantes e emocionantes relatos de experiências de drogados espirituais, linguagem moderna, clara e objetiva tornam a leitura deste livro agradável e ao mesmo tempo proveitosa. Destinada ao público em geral e que os jovens também vão gostar de ler!

A GÊNESE, OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO

5. A GÊNESE, OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO (publicado em janeiro de 1868).
Esta nova obra, esclarece Kardec, é mais um passo no terreno das conseqüências e das aplicações do Espiritismo. Conforme seu título o indica, ela tem por objeto o estudo dos três pontos, até agora, diversamente interpretados e comentados: a Gênese, os Milagres e as Predições, em suas relações com as novas leis decorrentes da observação dos fenômenos espíritas."

Assim, em seus 18 capítulos, destacam-se os temas: caráter da revelação Espírita, existência de Deus, origem do bem e do mal, destruição dos seres vivos uns pelos outros, refere-se também a uranografia geral, com várias explicações sobre as leis naturais, a criação e a vida no Universo, a formação da Terra, o dilúvio bíblico e os cataclismos futuros, em seguida apresenta interessante estudo sobre a formação primária dos seres vivos, o princípio vital, a geração espontânea, o homem corpóreo e a união do princípio espiritual à matéria. No tocante as milagres, expõe amplo estudo, no sentido teológico e na interpretação espírita; faz vários comentários sobre os fluidos, sua natureza e propriedades, relacionando-se com a formação do perispírito, e, ao mesmo tempo, com a causa de alguns fatos tidos como sobrenaturais.

Desta forma, dá explicação de vários "milagres" contidos nos Evangelhos, entre eles, O cego de Betsaida, os dez leprosos, o cego de nascença, o paralítico da piscina, Lázaro, Jesus caminhando sobre as águas. A multiplicação dos pães e outros.

Posteriormente, expõe a teoria da Presciência e as Predições do Evangelho, esclarecendo suas causas, à luz da Doutrina Espírita.

Finalizando este livro apresenta um capítulo intitulado "São chegados os tempos", no qual aborda a marcha progressiva do Globo, no campo físico e moral, impulsionada pela Lei do Progresso.

Com este livro completa-se o conjunto das Obras Básicas da Codificação Espírita, também denominado "Pentateuco Kardequiano".

O CÉU E O INFERNO


4. O CÉU E O INFERNO (publicado em agosto de 1865).
Denominado também "A Justiça Divina Segundo o Espiritismo", este livro oferece o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual.

Na primeira parte, são expostos vários assuntos: causas do temor da morte, porque os espíritas não temem a morte, o céu, o inferno, o inferno cristão imitado do pagão, os limbos, quadro do inferno pagão, esboço do inferno cristão, purgatório, doutrina das penas eternas, código penal da vida futura, os anjos segunda a igreja e o Espiritismo, aborda também vários pontos relacionados com a origem da crença dos demônios, segundo a igreja e o Espiritismo, intervenção dos demônios nas modernas manifestações, a proibição de evocar os mortos.

A segunda parte deste livro é dedicada ao Pensamento; Kardec reuniu várias dissertações de casos reais, a fim de demonstrar a situação da alma, durante e após a morte física, proporcionando ao leitor amplas condições para que possa compreender a ação da Lei de Causa e Efeito, em perfeito equilíbrio com as Leis Divinas; assim, constam desta parte, narrações de espíritos infelizes, espíritos em condições medianas, sofredores, suicidas, criminosos e espíritos endurecidos.

O Céu e o Inferno coloca ao alcance de todos os conhecimentos do mecanismo pelo qual se processa a Justiça Divina, em concordância com o princípio evangélico: "A cada um segundo suas obras".

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


3. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO (publicado em abril de 1864).
Enquanto o Livro dos Espíritos apresenta a Filosofia Espírita e O Livro dos Médiuns a Ciência Espírita, O Evangelho Segundo o Espiritismo oferece a base e o roteiro da Religião Espírita.

Logo na introdução deste livro, o leitor encontrará as explicações de Kardec sobre o objetivo da obra, esclarecimentos sobre a autoridade da Doutrina espírita, a significação de muitas palavras freqüentemente empregadas nos textos evangélicos, a fim de facilitar a compreensão do leitor para o verdadeiro sentido de certas máximas do Cristo, que a primeira vista podem parecer estranhas.

O Evangelho Segundo o Espiritismo compõe-se de 28 capítulos, 27 dos quais dedicados à explicação das máximas de Jesus, sua concordância com o Espiritismo e a sua aplicação às diversas situações da vida. O último capítulo apresenta uma coletânea de preces espíritas sem entretanto constituir um formulário absoluto, mas uma variante dos ensinamentos dos Espíritos e Verdade.

Os ensinamentos que contém são adaptáveis a todas as pátrias, comunidades e raças. É o código de princípios morais do Universo, que restabelece o ensino do Evangelho de Jesus, no seu verdadeiro sentido, isto é, em Espírito e Verdade.

É fonte inesgotável de sugestões para a construção de um Mundo de Paz e Fraternidade.

O LIVRO DOS MÉDIUNS


2. O LIVRO DOS MÉDIUNS (publicado em janeiro de 1861).
Este livro reúne o ensino especial dos Espíritos Superiores sobre a explicação de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com os espíritos, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que eventualmente possam surgir na prática mediúnica.

Dentre os vários assuntos que aborda, destacam-se: provas da existência dos Espíritos, o maravilhoso e o sobrenatural, modos de ser e proceder com os materialistas, três classes de espíritos, ordem a que devem obedecer os estudos espíritas: a ação dos Espíritos sobre a matéria, manifestações inteligentes, as mesas girantes, manifestações físicas, visuais, bicorporeidade, psicografia, laboratório do mundo invisível, ação curadora, lugares assombrados (com comentários sobre o exorcismo) tipos de médiuns e sua formação, perda e suspensão da mediunidade, inconvenientes e perigos da mediunidade, a influência do meio e da moral do médium nas comunicações espíritas, mediunidade nos animais, obsessão e meios de a combater, trata também de assuntos referentes à identidade dos Espíritos, às evocações de pessoas vivas, à telegrafia humana, além de vários temas intimamente relacionados com o Espiritismo experimental.

Embora publicado há mais de 100 anos, seu conteúdo é atual, seus ensinamentos permitem ao leitor estabelecer relações evidentes da Ciência Espírita com várias conquistas científicas da atualidade.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS



1. O LIVRO DOS ESPÍRITOS (publicado em 18 de abril de 1857).
Este é o livro básico da Filosofia Espírita. Nele estão contidos os princípios fundamentais do Espiritismo, tal como foram transmitidos pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec, através do concurso de diversos médiuns. Seu conteúdo é apresentado em 4 partes. Das causas primárias, Do mundo espírita ou dos espíritos, Das Leis Morais e das esperanças e consolações.

Eis alguns dos assuntos de que trata: prova da existência de Deus, Espírito e Matéria, formação dos mundos e dos seres vivos, povoamento da Terra, pluralidade dos mundos, origem e natureza dos Espíritos, perispírito, objetivos da encarnação, sexo dos Espíritos, percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos, aborto, sono e sonhos, influência do Espíritos nos acontecimentos da vida, pressentimento, Espíritos protetores e outros temas de real interesse ao homem atual.

É um livro que abre novas perspectivas ao homem, pela interpretação que dá aos diversos aspectos da vida, sob o prisma das Leis Divinas, da existência e sobrevivência do Espírito e sua evolução natural e permanente, através de reencarnações sucessivas. Seus ensinamentos conduzem o homem atual à redescoberta de si mesmo, no campo do espírito, fornecendo-lhes recursos para que compreenda, sem mistério, que é, de onde veio e para onde vai.

Médicos espíritas em Portugal



José Lucas

Em Portugal já existem muitos médicos espíritas, que com esses conhecimentos, conseguem lidar melhor com os doentes, entendendo-os numa perspectiva holística. Veja aqui um caso em que se não fosse um médico espírita a situação ter-se-ia complicado.

Marta estava de férias na Serra da Estrela. De repente começou-se a sentir-se mal, com taquicardia incomodativa. Como a situação não melhorasse chamaram uma ambulância tendo sido levada ao hospital da Covilhã.

No caminho a situação piorou e Marta que tem mediunidade de psicofonia (percepção extrasensorial através da qual os Espíritos se manifestam falando através de si, estando a médium em transe) ainda em fase de algum descontrolo, acabou por começar a manifestar outra personalidade, falando coisas esquisitas.

Entrou nas urgências desse Hospital onde facilmente lhe diagnosticaram uma patologia do foro psíquico, cujo destino seria o serviço de psiquiatria de Leiria ou Coimbra. Entretanto Marta teve sorte, pois um dos médicos de serviço tinha conhecimento do espiritismo e apercebeu-se que a tal situação “psiquiátrica” não era mais do que uma decorrência de um facto normal e banal - a interferência do mundo espiritual no nosso e vice-versa.

Falou com o Espírito que se manifestava através da médium e aos poucos ela foi recuperando a sua lucidez, tendo prontamente ficado bem e regressado para junto dos seus amigos.

Não fosse essa intervenção desse médico e possivelmente a Marta teria vários dissabores como a transferência para um hospital psiquiátrico, tratamentos desnecessários e consequentes perdas de tempo, perdas de meios que seriam afectados desnecessariamente e até possíveis experiências traumatizantes para ela. Felizmente tal não aconteceu.

Os médicos que conhecem o espiritismo são cada vez mais procurados, já que têm melhores condições para entender o doente, numa visão holística da vida.

Este episódio, cada vez mais frequente nas urgências dos nossos hospitais, leva-nos a pensar na responsabilidade que os clínicos têm no que concerne à pesquisa na área da chamada paranormalidade, buscando sempre o bem-estar dos seus doentes bem como um maior entendimento do doente na sua perspectiva de espírito eterno temporariamente num corpo físico e não como um amontoado de carne que depois da morte desaparece, acabando tudo na tumba.

Felizmente existem já em Portugal vários médicos, dentro das várias especialidades, que estudam e conhecem a doutrina espírita, que não é mais uma religião nem mais uma seita, mas sim uma doutrina que nos mostra a imortalidade da alma, dentro dos conceitos científicos em vigor, que nos mostra como se processa intercâmbio com o plano espiritual, descerrando o véu que explica muitas das coisas consideradas milagrosas ou sobrenaturais e que são perfeitamente normais.

De realçar os vários clínicos que estão embrenhados em projectos de investigação, na área do Espírito, bem como a Fundação Bial que todos os anos oferece bolsas de investigação científica a médicos, psicólogos, psiquiatras que têm projectos nesta área.

Cientistas têm ganho bolsas de investigação, em áreas que tocam a fronteira do Espírito, como a regressão de memória a vivências passadas e a comunicação com o mundo espiritual

Seria interessante que o estudo da obra de Allan Kardec («O Livro dos Espíritos», «O Evangelho Segundo Espiritismo», «A Génese», «O Livro dos Médiuns» e «O Céu e o Inferno») que compõem o pentateuco que encerra a filosofia espírita (já estudada em algumas faculdades) passasse a ser do conhecimento dos médicos em geral, fazendo inclusive parte do seu currículum escolar, objectivando conhecer os chamados factos paranormais que muitas vezes inundam as urgências e que à falta de melhor diagnóstico são facilmente etiquetadas de “problemas dos nervos”.

Ainda recentemente uma médica amiga nos confidenciava que seria muito bom ter o apoio de uma associação espírita nas urgências, pois em alguns casos «não sabem que lhes fazer, de tal modo são situações estranhas», que acabam por ser resolvidas temporariamente com uma injecção que acaba por pôr o “doente” a dormir durante uns tempos.

Para os interessados teremos todo o gosto em fornecer os contactos de alguns médicos, psicólogos e psiquiatras espíritas, em Portugal, que inclusive já estão organizados na Associação Médico Espírita de Portugal.

Além disso, existe uma associação de divulgadores de espiritismo de Portugal, a ADEP, uma associação nacional sediada nas Caldas da Rainha, que dispõe na Internet um curso básico de espiritismo, gratuito, com acompanhamento de um tutor, bastando para isso a inscrição para adep@clix.pt, com página sediada em www.terravista.pt/bilene/3095

O caso da Marta deixa-nos a pensar em como um simples conhecimento de uma determinada área do conhecimento, pode ser decisivo para um correcto diagnóstico acarretando assim um mais rápido bem-estar da pessoa.

lucas@clix.pt

Morte cerebral: aspectos médicos e espirituais




Gilberto Perez Cardoso

O tema relativo à morte cerebral tem sido largamente discutido na atualidade, motivado por dois principais aspectos. O primeiro diz respeito ao prolongamento da vida de pacientes que agonizam, por vezes durante semanas, até mesmo meses, em unidades de tratamento intensivo, quando recursos de alta tecnologia podem ser empregados com finalidade de prolongamento da vida física. O segundo relaciona-se com a doação de órgãos para transplante, discutido em toda a imprensa de nosso país, em virtude da recente lei que passou a considerar a todos como doadores potenciais, caso não se manifestem previamente em contrário.

Como se sabe, há casos de transplantes, como o do coração, por exemplo, em que o órgão precisa ser retirado do doador, estando esse ainda com vitalidade, caso contrário o transplante não se faz com sucesso. A questão que surge, então, e que tem sido alvo de discussão por parte da sociedade, é a da determinação do momento da morte.

Tradicionalmente, a morte sempre foi associada à parada dos batimentos cardíacos, desde épocas remotas. Com o tempo e os avanços da Fisiologia, o cérebro foi ganhando mais importância do que o coração, na consideração do diagnóstico de morte. A primeira definição de morte encefálica foi divulgada por volta de 1968 por uma comissão especialmente criada para essa finalidade na Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos. Essa comissão deslocou o conceito de morte da parada cardíaca para a morte encefálica.

A legislação brasileira sobre o assunto decidiu que o diagnóstico de morte encefálica deveria ser definido pelo Conselho Federal de Medicina, o que resultou na Resolução n° 1346-91.

Mais tarde, os critérios foram aperfeiçoados pela Resolução n° 1480-97, do Conselho Federal de Medicina, atualmente em vigor. Além de estabelecer critérios clínicos precisos para diagnóstico, a Resolução do CFM recomenda, ainda, para pacientes acima de dois anos de idade, a realização de exame complementar dentre os que analisam a atividade circulatória cerebral ou sua atividade metabólica. Para pacientes acima de uma semana de vida, até dois anos de idade, sugere-se a realização de um eletroencefalograma, com intervalos variáveis de acordo com a idade.

Tal recomendação é oportuna e revela uma grande cautela, porque em vários outros países, inclusive nos Estados Unidos, curiosamente, tais exames complementares são dispensados pela lei, e o diagnóstico de morte cerebral é feito somente com base no exame clínico.

O diagnóstico de morte cerebral, entretanto, não impede e nem dispensa a adoção de qualquer atitude terapêutica pertinente, na opinião da maioria dos neurologistas. Significa, apenas, para o momento dos nossos conhecimentos médicos, "a impossibilidade do retorno à vida".

No futuro, é possível que critérios de morte encefálica possam ser modificados, pois a Ciência avança a cada dia.

Novidades acontecem, e já há até quem defenda certas técnicas de hipotermia (abaixamento da temperatura do corpo), que teriam a possibilidade de recuperar casos antes tachados de irreversíveis. Todavia, esse é o modo como os neurologistas encaram o problema atualmente.

E do ponto de vista espiritual, o que podemos dizer?

Em 1857, quando da publicação de O Livro dos Espíritos, a humanidade ainda não se defrontava com transplantes e UTIs, de forma que não há referências a essas questões no Capítulo III, da Segunda Parte, que trata da volta do Espírito ao Mundo Maior. Os Espíritos Superiores fixam o instante da morte no momento em que, "rompidos os laços que retinham o Espírito, ele se desprende" (O Livro dos Espíritos, questão n° 155).

Evidentemente que nenhum método diagnóstico utilizado pela medicina é capaz, até o momento, de precisar o instante em que o Espírito se desprendeu do corpo físico definitivamente. Os métodos de que dispomos nos informam que o cérebro está impossibilitado de expressar o Espírito, somente isso.

Por outro lado, a questão n° 156 diz que "na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais que a vida orgânica...", sugerindo que o desprendimento já ocorreu, a desencarnação já se consumou, embora o coração continue a bater.

Conseqüentemente, do ponto de vista espiritual, tanto o corpo pode funcionar, tendo a desencarnação já se efetivado, quanto pode ocorrer a morte cerebral e o Espírito não ter ainda efetivado sua liberação total da carne.

A morte cerebral, no atual estágio dos nossos conhecimentos, representa apenas uma impossibilidade/irreversibilidade de expressão via corpo físico, mas não representa o instante da desencarnação, nem a garantia de que o Espírito já tenha partido definitivamente. A pergunta l56 diz que a situação descrita (desprendimento do Espírito com o corpo ainda funcionando) acontece algumas vezes e não todas as vezes.

Por isso mesmo, temos de encarar tal questão com bastante cautela e humildade, reconhecendo, como em muitas outras questões, que será necessário aguardar mais um pouco para o surgimento de informações mais esclarecedoras. Até lá, prudência e paciência são o mais aconselhável.

Não se pretende aqui a defesa do prolongamento artificial, muitas vezes agressivo e doloroso, do paciente indubitavelmente agônico; mas recomenda a Ética que medidas básicas sejam empregadas para deixar que a Vida decida pela permanência ou não do indivíduo no corpo físico.

A doação de órgãos é sublime, na medida que uma vida física inviável proporciona vitalidade a outra com possibilidades de permanência no campo físico. Entretanto, tal doação precisa respeitar, em primeiro lugar, a existência que está findando, caso contrário não podemos garantir que o ato ocorreu dentro de um sentido ético, ainda mais levando em conta a correria desenfreada que se instalou na busca por um transplante.

Eutanásia e homicídio são situações delicadas frente às Leis Divinas. Avanços da Ciência e mais informações da Espiritualidade auxiliarão os homens, com certeza, a definir melhor certos pontos ligados à morte cerebral e ao momento do desenlace, que não estão ainda devidamente - do ponto de vista espiritual - esclarecidos.

Boletim do SEI – nº 1569 – 256/4/98.

(Jornal Mundo Espírita de Julho de 1998)